MISSÃO

 

Enquanto a formação traça linhas mestras comuns, a missão é o verdadeiro campo do Espírito, uma vez que esta obedece às especificidades de cada contexto. Porém, a solidariedade deve constituir a marca da missão, na perspectiva de contemplar as necessidades advindas das várias dimensões da pessoa do migrante, dentre as quais destaca-se para nós, a dimensão social – um mandato de nosso fundador.

 

Sendo o campo de missão o universo das migrações, faz-se desnecessário realçar a riqueza e a variedade das experiências pastorais, culturais e sociais nas quais nos encontramos inseridos e/ou que se descortinam como possibilidade. Entretanto, para a grande maioria dos casos, o campo de missão encontra-se à nossa frente, de modo todo particular junto aos insipientes projetos pastorais específicos de cada obra e/ou missão escalabriniana.

 

Porém, como a inserção temporária em contextos e culturas diversos constituem também aspectos essenciais do carisma escalabriniano, solicita-se a preocupação permanente de todos para franquear, na medida do possível, espaços de missão, de troca de experiências e de convivência para integrantes do laicato escalabriniano de outros contextos, quer em nível de província, quer em nível Inter-provincial.

 

É louvável o engajamento em atividades da organização paroquial, tais como catequese, liturgia, dízimo, etc., todavia, o laicato escalabriniano é chamado a forjar sua identidade no engajamento em projetos e ações que ultrapassam o âmbito restrito de uma missão paroquial tradicional, bem como de seus limites territoriais. Se esta recomendação Scalabrini a deu aos seus missionários, muito mais ela deve valer para nós.

 

 

 

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